O estilista é famoso por seu trabalho com moulage (técnica francesa de modelagem tridimensional, ou seja, a criação é feita diretamente no manequim, possibilitando caimento e acabamento perfeitos), que predominou novamente na passarela, juntamente com um novo elemento - os nós e amarrações. Vestidos e blusas apareceram presos por nós, como se fossem grandes pedaços de tecido emoldurando o corpo. Muita frente única, tomara-que-caia, bandanas usadas como faixas, saindo do interior das peças - itens que conferiram leveza e movimento às peças. Claro que a escolha dos tecidos - seda, gase de seda, viscose, malha - contribuiu para isso. Nas peças de alfaiataria, como calças, bermudas e blazeres, Ranieri optou por tecidos mais rígidos, como o gorgurão e a sarja. Em sua cartela de cores, off-white, azul, amarelo, pink, vermelho e royal. Cores, aliás, não faltaram no make das modelos - olhos bem marcados por sombras fluorescentes. Nos pés, sandálias meia-pata, também amarradas por nós.
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